De R$ 44 mil a R$ 6,6 milhões: veja quanto os candidatos ao governo do RN já contrataram em despesas
30/09/2026
(Foto: Reprodução) Allyson, Álvaro, Cadu e Robério são candidatos ao Governo do RN
Reprodução
A campanha para o Governo do Rio Grande do Norte chega à reta final com diferenças nos valores movimentados pelas candidaturas. Entre Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu de Lula (PT) e Robério Paulino (PSOL), as despesas de campanha contratadas variam de R$ 44,9 mil a R$ 6,67 milhões.
Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e correspondem à última atualização disponível para cada candidatura. As informações analisadas foram atualizadas entre 17 e 28 de setembro. Por isso, os números não representam necessariamente o mesmo momento da movimentação financeira de cada campanha.
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Entre os quatro candidatos mais bem posicionado nas pesquisas, Allyson foi quem declarou o maior volume de despesas contratadas, com R$ 6,67 milhões. Já Álvaro Dias teve a maior arrecadação, com R$ 5,02 milhões. Veja abaixo os valores declarados por cada campanha:
Movimentações financeiras das candidaturas ao Governo do RN
Contratado não significa necessariamente pago
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), uma campanha pode contratar um serviço e realizar o pagamento posteriormente. Por isso, o valor de despesas contratadas não representa necessariamente o dinheiro que já saiu do caixa da candidatura.
É o que ocorre, por exemplo, com Allyson, Álvaro e Cadu. As campanha declararam valores de despesas contratadas superiores aos valores efetivamente pagos
O próprio TSE disponibiliza informações sobre gastos eleitorais contratados durante a campanha e, posteriormente, as prestações de contas seguem sendo atualizadas até a apresentação das contas finais.
Para o primeiro turno de 2026, as contas finais deverão ser encaminhadas à Justiça Eleitoral até 3 de novembro. Para o segundo o turno, o prazo vai até o dia 14 de novembro.
Allyson foi o candidato que mais contratou despesas
Entre os quatro candidatos analisados, Allyson Bezerra declarou o maior volume de despesas contratadas, com R$ 6,67 milhões. Entre as principais despesas estão:
Serviços prestados por terceiros: R$ 3,49 milhões;
Atividades de militância e mobilização de rua: R$ 902,2 mil;
Serviços advocatícios: R$ 670 mil;
Publicidade por materiais impressos: R$ 658,2 mil.
A campanha declarou ter recebido R$ 4,65 milhões. Desse total, R$ 4,05 milhões vieram da direção nacional do União Brasil, o equivalente a 87,15% da receita.
Álvaro teve a maior arrecadação
Álvaro Dias declarou a maior receita entre os quatro candidatos, com R$ 5,02 milhões. Quase todo o valor veio do próprio partido. A direção nacional do PL repassou R$ 5 milhões, o equivalente a 99,63% da arrecadação registrada pela candidatura.
As principais despesas estão concentradas em:
Serviços prestados por terceiros: R$ 3,69 milhões;
Publicidade por materiais impressos: R$ 520 mil;
Serviços advocatícios: R$ 500 mil;
Publicidade por adesivos: R$ 482,9 mil.
Cadu contratou R$ 2,9 milhões em despesas
A campanha de Cadu de Lula declarou R$ 1,38 milhão em receitas e R$ 2,91 milhões em despesas contratadas na última atualização, de 28 de setembro.
A direção nacional do PT foi a principal fonte dos recursos, com R$ 711,5 mil, ou 51,37% da arrecadação. A direção nacional do PSB repassou outros R$ 210 mil, enquanto o deputado federal e candidato a reeleição Fernando Mineiro aparece com uma doação de R$ 200 mil.
Entre as despesas contratadas estão:
Serviços prestados por terceiros: R$ 911,5 mil;
Produção de programas de rádio, televisão ou vídeo: R$ 500 mil;
Cessão ou locação de veículos: R$ 398,2 mil;
Serviços advocatícios: R$ 300 mil.
Os pagamentos efetivamente registrados somavam R$ 1,12 milhão. A prestação de contas também registra R$ 60 mil em doações a outros candidatos ou partidos, valor apresentado separadamente das despesas contratadas.
Robério teve menor movimentação
Robério Paulino apresentou os menores valores entre as quatro campanhas analisadas. A candidatura declarou R$ 101,2 mil em receitas, sendo R$ 90 mil, ou 88,93%, provenientes da direção nacional do PSOL. O próprio candidato aparece como responsável por outros R$ 11 mil.
As despesas contratadas somavam R$ 44,9 mil, enquanto os pagamentos efetivamente realizados chegavam a R$ 24,3 mil. Os principais gastos foram:
Serviços prestados por terceiros: R$ 16 mil;
Atividades de militância e mobilização de rua: R$ 10,6 mil;
Publicidade por jornais e revistas: R$ 7,5 mil;
Publicidade por materiais impressos: R$ 5,6 mil;
Impulsionamento de conteúdos: R$ 5,2 mil.
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